POLÍTICA EM GERAL

Sábado, 22 de Agosto de 2009
O campeonato da política

15 forças políticas apresentaram listas para as legislativas

Ficamos a saber que teremos no boletim de voto 15 partidos que se candidatam às próximas eleições legislativas, sendo que desses nem todos apresentam candidatura a todos os circulos politicos. 

Bem, eu diria desde já que em alguns casos, não apresentam candidaturas sequer nos circulos politicos onde se candidatam, uma vez que é sabido e notório que existem candidaturas de fachada que servem única e exclusivamente para falsear a verdade politica, uma vez que não têm, de todo, condições para concorrer e que estas servem tão-só para "acompanhar" outras para que não se apresentem sozinhas (sendo certo que, mesmo essas...).

Por isso, mais do que a quantidade, importa saber é da qualidade e da seriedade das referidas candidaturas.

Porque, caso se confirme as minhas suspeitas, esses partidos incorrem logo à partida num logro eleitoral, que visa descaradamente enganar os eleitores (provavemente também a comunicação social, que não vão na conversa), tentando demonstrar uma força que inequivocamente não têm.

E isso é um mau sinal para alguém que se propõe cumprir com o que quer que seja. 

 

Isto leva-me a uma reflexão:

Na busca e no respeito dessa coisa a que chamamos Democracia, permite-se que quem quiser possa constituir um partido político e que imediatamente dispute um campeonato com "equipas" que têm radicalmente outras condições.

Têm militantes, capacidade financeira, têm votos, disputam verdadeiramente o poder.

Ora, tudo isto são condições que os pequenos partidos (na sua maioria) não têm, de todo, desde logo perspectiva de alcançar o poder.

Esta consciência, que a têm (e se não têm deviam de ter), permite que em nome da democracia, possam prometer o que muito bem entenderem, apresentar candidaturas que não existem, fazer o que quiserem, porque simplesmente sabem que nunca serão chamados.

 

Esta questão levou-me a concluir que a luta política deveria ser como um campeonato de futebol, em que as equipas têm de ultrapassar várias divisões até demonstrarem estarem aptos a poder disputar com os "grandes", até mesmo para sua própria salvaguarda, porque não é agradável para as pequenas equipas que sistemáticamente levem verdadeiras "abadas".

Imagine-se uma equipa da 1ª divisão nacional que não só não ganha um jogo, como os perde todos por resultados tipo 20-0!

Imagine-se o Benfica ir jogar para o campeonato com a equipa lá da terra, num estádio para 200 pessoas!

Não faz qualquer sentido, pois não?

 

Assim, os partidos deveriam poder candidatar-se 1º às Juntas de Freguesia, quando tivessem um X nº de eleitos poderiam passar para as Câmaras Municipais e somente depois às legislativas.

Se a um cidadão português é exigido pela Constituição da República Portuguesa que tenha 35 anos para que se possa candidatar à Presidência da República, assegurando ainda que subjectivamente, a existência de maturidade do candidato, porque não exigir maturidade política aos candidatos (leia-se partidos) para que se possam apresentar a eleições como as legislativas?

Não faz qualquer sentido!

 

Mais ainda, estou convicto que há partidos se constituem sem que tenham a minima capacidade financeira.

Ora também aqui deveriam de haver regras.

Se a um cidadão que queira criar uma empresa é exigido um capital social, assegurando ainda que de forma débil, uma garantia de pagamento das suas obrigações, porque é que isso não é exigivel aos partidos?

Assim, deveria ser obrigatório que aquando da apresentação do orçamento de campanha os partidos políticos deveriam:

1º apresentar uma declaração negativa de dividas junto do Estado.

2º Uma declaração em que atestem que não têm dividas junto de fornecedores.

3º Depósito dos valores que se propõem gastar na campanha.

Ao não serem obrigados a apresentar estes documentos, corre-se o risco de termos partidos a concorrer, que se preparam para contrair dividas durante esta campanha sem que tenham sequer pago as contraídas em campanhas anteriores...

É que, contrariamente ao que se pensa, este não é um problema menor, porque isto tem implicações de mercado, num mercado que todos sabem que atravessa graves dificuldades.

É uma vez mais um logro, andar a defender o mercado e não pagar as dividas que têm nesse mesmo mercado, contribuindo dessa forma para o mal desse mesmo mercado.

 

Outra questão prende-se com os custos que o Estado tem com as eleições.

Porque carga de água tenho eu, cidadão comum, de suportar através dos impostos que pago (que não são poucos) despesas de partidos que a mim nada me dizem?

Querem fazer tempos de antena?

Acho muito bem, desde que os paguem.

Não têm dinheiro para suportar esses custos?

Deveriam ter pensado nisso quando se aventuraram na criação de um partido político, porque muito provavelemente irão chegar à conclusão que não deveriam ter sequer criado o partido!...

 

Agora, o que não podemos, o Estado não pode, e muito sinceramente, eu não quero, continuar a financiar partidos politicos que nada me dizem, que servem em alguns casos somente para promover alguns dos seus elementos alimentando os seus infindáveis egos, que acho muito bem que o façam, mas não com o meu dinheiro!

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397242&idCanal=23

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397141&idCanal=12

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397137&idCanal=12

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397175&idCanal=12

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397171&idCanal=12

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397188&idCanal=12

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397185&idCanal=12

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397154&idCanal=59

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397122&idCanal=23

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1397112&idCanal=23

 



publicado por Franclim Ferreira às 11:01
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Legislativas 2009 - sondagem

Sondagem

Quem vai vencer as eleições legislativas?

José Sócrates

42.76 %

Manuela Ferreira Leite

44.35 %

Nenhum. Vai ter de ser formado um Governo de Bloco Central

12.89 %


publicado por Franclim Ferreira às 04:17
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