Procurador afasta hipótese de investigar suspeitas de escutas a assessores da Presidência
O PR não comenta, o 1º Ministro não perde tempo,então é porque não há nada para investigar...
Logo, o PGR não vai abrir um qualquer inquérito para aferir da veracidade dos tais fantasmas.
tal como não o fez quando foi consigo, tanto quanto se sabe...
E assim anda a democracia em Portugal.
Quase que me atrevia a dizer a heresia, "volta Salazar, estás perdoado", não fosse tratar-se efectivamente de uma heresia que nem a brincar se diz.
Para além do mais, que interessa isso quando já são conhecidos os números de debates a dois e os alargados, ou quanto cada um vai gastar nas campanhas?
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Pode-se considerar que ontem foi oficialmente declarada aberta a Silly Season.
Sócrates começou por lançar a 1ª pedra numa obra que se encontra finalmente em curso desde há cerca de um mês e que estava prevista iniciar em 2006.
Por razões óbvias, depois de ter posado para a campanha publicitária, Sócrates não esteve disponivel para responder aos jornalistas (creio que não estará por uns tempos, a fazer lembrar a "suspensão" das visitas à AR durante a campanha para o Parlamento Europeu...).
Deste modo, ficamos sem saber as respostas às perguntas dos jornalistas que muito suspeito seriam as perguntas de muitos dos portugueses.
Mas isso também não interessa nada, como dizia a outra...
Interessa isso sim, é aproveitar e repetir até à exaustão o relatório do INE que refere que Portugal saiu da recessão técnica.
E o facto do número de desempregados ter aumentado 1,4% em Julho?
Isso também não interessa nada...
Ontem foi também o último dia para a apresentação das candidaturas para as próximas eleições.
Foi apresentada publicamente a lista de Santana Lopes para a Câmara de Lisboa e Teixeira dos Santos surge como cabeça de lista à Assembleia Municipal do Porto (vai deixar o governo?).
Algumas listas que vão concorrer ainda não foram apresentadas, provavelmente conscientes que as respectivas candidaturas também não interessam a ninguém...
Razão pelo qual, vejo com alguma pertinência a proposta apresentada pelo MMS de enviar os lideres partidários para a Conchichina.
P.S. A proposta também se aplica aos próprios?
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Já aqui tinha antecipado há uns dias atrás, que o tom das intervenções corriam o risco de descambar e com o aproximar da data das eleições, com o conhecimento dos números que regularmente vão chegando às sedes dos partidos candidatos, esse risco vai-se transformando em certezas.
Desta vez foi Aguiar Branco a acusar o PS de ser um "governo sob suspeita", conotando-o principalmente com o caso freeport , acusando ainda de ser um governo sovietizado.
Obviamente, para além das reparações apresentadas por Vieira da Silva, para o "baixo nível" do discurso, a CDU vem lembrar o PSD que quem tem telhados de vidro não se pode dar ao luxo de atirar pedras para a casa do vizinho, fazendo referências ao caso BPN.
Pessoalmente, não vejo porque estes temas não possam e não devam ser abordados na campanha, sendo certo que, a denúnica dos mesmos, não só é importante, como é essencial para a tomada de desição dos eleitores.
Que seja ao menos nestas alturas que aos cidadãos seja dado a conhecer os podres que grassam nas nossas instituições e que oneram, de sobremaneira, todo o erário público.
Fale-se no freeport, no BPN, nos submarinos, nas comissões recebidas com as insolvência das empresas, nos financiamentos partidários feitos pelos bancos e inclusive naquelas situações que, muito embora sejam legais, são a todos os níveis imorais.
Fale-se nisso tudo, mesmo correndo o risco de não ter qualquer consequência.
Mas fale-se, porque pior do que não falar, é ter de ouvir alguns a lançar acusações, quando na verdade só o fazem porque não são um dos "felizes contemplados", não o fazem por um qualquer imperativo moral, mas por simples inveja.
Um úlitmo reparo à entrevista concedida por Ferro Rodrigues ao Expresso, sinceramente, tenho muitas dúvidas da "bondade" de tal acto!
Certamente que Sócrates dispensará entrevistas que deixem transparacer, insegurança, preocupação, fragilidade, antevisão de derrota, como as declarações de Ferro Rodrigues deixam perceber.
Só não sei é se foi propositado...
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Vários antigos ministros e secretários de Estado, deputados ou eurodeputados voltam a concorrer em Setembro à Assembleia da República, com Lisboa, Porto, Braga, Santarém, Aveiro ou Setúbal a concentrarem os combates políticos entre pesos-pesados.
O social-democrata Deus Pinheiro, ministro nos Governos de Cavaco Silva e depois comissário europeu em Bruxelas, vai ter pela frente, em Braga, outro ex-deputado europeu, o socialista António José Seguro, presente nos Governos de António Guterres, e um potencial sucessor de José Sócrates num cenário de afastamento do secretário-geral do PS.
Adversário de ambos em Braga será o democrata-cristão Telmo Correia, com experiência de líder da bancada do CDS e no Governo, como ministro do Turismo, no curto 16.º Governo da coligação PSD-CDS, dirigido por Santana Lopes.
Afigura-se um "campeonato" renhido, com os "grandes" a terem necessidade de recorrer aos reforços de verão para enfrentar a competição.
Vão já sendo publicos os principais cabeças de lista para as eleições legislativas:
AVEIRO
PSD: Fernando Couto dos Santos
PS: Maria de Belém Roseira
CDS: Paulo Portas
CDU: Miguel Viegas
BE:
BRAGA
PSD: João de Deus Pinheiro
PS: António José Seguro
CDS: Telmo Correia
CDU: Agostinho Lopes
BE: Pedro Soares
LISBOA
PSD: Manuela Ferreira Leite
PS: Jaime Gama
CDS: Teresa Caeiro
CDU: Jerónimo de Sousa
BE: Francisco Louça
PORTO
PSD: José Pedro Aguiar Branco
PS: Alberto Martins
CDS: Ribeiro e Castro
CDU: Honório Novo
BE: João Semedo