Sócrates lá aceitou participar em debates com os restantes partidos com representação parlamentar, para além do PSD (ou seja, os que interessam, até porque os portugueses já foram muito castigados...)
Fui sempre da opinião que a política e a religião não se devem misturar.
Desde logo porque, não seria justo para os actuais partidos políticos lutar contra quem já tem séculos de experiência nesta matéria...
Mas porque, tenho a percepção que se trata de uma mistura explosiva com fortes possibilidades de se descontrolar e terminar em excessos.
A história tem-nos, invariavelmente, provado isso.
Pelo que, quando vejo os chamados politicos a ir ao "beija mão" ou a praticar uns quaisquer actos em datas especificas para com isso tentarem ficar conotados com uma qualquer religião, seja ela qual for, é meio caminho andado para que não tenham o meu voto.
Para mim, a única coisa que demonstram é a total falta de ideias, porque caso contrário gastariam o seu tempo apresentando as mesmas (se bem que às vezes até é preferivel que não o façam), mas mais grave do que isso, alguém que descaradamente, sem quaisquer escrúpulos se tenta aproveitar da FÉ das pessoas (porque é isso que está em causa nas religiões), demonstra a sua total falta de ética, e como tal, que é capaz de qualquer coisa para atingir os seus objectivos.
Eu até consigo perceber que, esses políticos, ou porque antevendo a derrota, ou porque é o último reduto porque percebem que estão totalmente sós (ou as duas juntas), vejam na religião a sua saída.
Mas, desenganem-se, porque mesmo para quem acredita em milagres, não é preciso andar por cá há muito tempo para perceber que em política não há milagres.
Há isso sim, é o dia do Juízo Final, que é o dia das eleições em que a mão impiedosa do eleitores permite a ascenção aos "céus" (leia-se Assembleia da República) dos vencedores (ainda que temporariamente) e condena ao fogo do inferno (em alguns casos à humilhação e até talvez ao degredo) os derrotados.
E quanto a isso, não há santo nem santa que lhes valha...
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15 forças políticas apresentaram listas para as legislativas
Ficamos a saber que teremos no boletim de voto 15 partidos que se candidatam às próximas eleições legislativas, sendo que desses nem todos apresentam candidatura a todos os circulos politicos.
Bem, eu diria desde já que em alguns casos, não apresentam candidaturas sequer nos circulos politicos onde se candidatam, uma vez que é sabido e notório que existem candidaturas de fachada que servem única e exclusivamente para falsear a verdade politica, uma vez que não têm, de todo, condições para concorrer e que estas servem tão-só para "acompanhar" outras para que não se apresentem sozinhas (sendo certo que, mesmo essas...).
Por isso, mais do que a quantidade, importa saber é da qualidade e da seriedade das referidas candidaturas.
Porque, caso se confirme as minhas suspeitas, esses partidos incorrem logo à partida num logro eleitoral, que visa descaradamente enganar os eleitores (provavemente também a comunicação social, que não vão na conversa), tentando demonstrar uma força que inequivocamente não têm.
E isso é um mau sinal para alguém que se propõe cumprir com o que quer que seja.
Isto leva-me a uma reflexão:
Na busca e no respeito dessa coisa a que chamamos Democracia, permite-se que quem quiser possa constituir um partido político e que imediatamente dispute um campeonato com "equipas" que têm radicalmente outras condições.
Têm militantes, capacidade financeira, têm votos, disputam verdadeiramente o poder.
Ora, tudo isto são condições que os pequenos partidos (na sua maioria) não têm, de todo, desde logo perspectiva de alcançar o poder.
Esta consciência, que a têm (e se não têm deviam de ter), permite que em nome da democracia, possam prometer o que muito bem entenderem, apresentar candidaturas que não existem, fazer o que quiserem, porque simplesmente sabem que nunca serão chamados.
Esta questão levou-me a concluir que a luta política deveria ser como um campeonato de futebol, em que as equipas têm de ultrapassar várias divisões até demonstrarem estarem aptos a poder disputar com os "grandes", até mesmo para sua própria salvaguarda, porque não é agradável para as pequenas equipas que sistemáticamente levem verdadeiras "abadas".
Imagine-se uma equipa da 1ª divisão nacional que não só não ganha um jogo, como os perde todos por resultados tipo 20-0!
Imagine-se o Benfica ir jogar para o campeonato com a equipa lá da terra, num estádio para 200 pessoas!
Não faz qualquer sentido, pois não?
Assim, os partidos deveriam poder candidatar-se 1º às Juntas de Freguesia, quando tivessem um X nº de eleitos poderiam passar para as Câmaras Municipais e somente depois às legislativas.
Se a um cidadão português é exigido pela Constituição da República Portuguesa que tenha 35 anos para que se possa candidatar à Presidência da República, assegurando ainda que subjectivamente, a existência de maturidade do candidato, porque não exigir maturidade política aos candidatos (leia-se partidos) para que se possam apresentar a eleições como as legislativas?
Não faz qualquer sentido!
Mais ainda, estou convicto que há partidos se constituem sem que tenham a minima capacidade financeira.
Ora também aqui deveriam de haver regras.
Se a um cidadão que queira criar uma empresa é exigido um capital social, assegurando ainda que de forma débil, uma garantia de pagamento das suas obrigações, porque é que isso não é exigivel aos partidos?
Assim, deveria ser obrigatório que aquando da apresentação do orçamento de campanha os partidos políticos deveriam:
1º apresentar uma declaração negativa de dividas junto do Estado.
2º Uma declaração em que atestem que não têm dividas junto de fornecedores.
3º Depósito dos valores que se propõem gastar na campanha.
Ao não serem obrigados a apresentar estes documentos, corre-se o risco de termos partidos a concorrer, que se preparam para contrair dividas durante esta campanha sem que tenham sequer pago as contraídas em campanhas anteriores...
É que, contrariamente ao que se pensa, este não é um problema menor, porque isto tem implicações de mercado, num mercado que todos sabem que atravessa graves dificuldades.
É uma vez mais um logro, andar a defender o mercado e não pagar as dividas que têm nesse mesmo mercado, contribuindo dessa forma para o mal desse mesmo mercado.
Outra questão prende-se com os custos que o Estado tem com as eleições.
Porque carga de água tenho eu, cidadão comum, de suportar através dos impostos que pago (que não são poucos) despesas de partidos que a mim nada me dizem?
Querem fazer tempos de antena?
Acho muito bem, desde que os paguem.
Não têm dinheiro para suportar esses custos?
Deveriam ter pensado nisso quando se aventuraram na criação de um partido político, porque muito provavelemente irão chegar à conclusão que não deveriam ter sequer criado o partido!...
Agora, o que não podemos, o Estado não pode, e muito sinceramente, eu não quero, continuar a financiar partidos politicos que nada me dizem, que servem em alguns casos somente para promover alguns dos seus elementos alimentando os seus infindáveis egos, que acho muito bem que o façam, mas não com o meu dinheiro!
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Continua a novela política que está a aquecer a Silly Season desta (pré?)campanha, desta vez com a lider do PSD vir a público acusar Sócrates de estar a fazer um aproveitamento político de um assunto em que é ele próprio o suposto instigador.
Este é um enredo digno de um filme da época de Richelieu, sem dúvida!
Uma coisa é certa, o PS desde a derrota das eleições para o Parlamento Europeu, tem revelado um nervosismo, uma insegurança que até então lhe era desconhecida.
O que leva a uma conclusão, Sócrates é um bom líder, um bom jogador numa equipa ganhadora, mas quando perante a derrota revela-se um mau elemento e uma influência negativa para essa mesma equipa.
Como cosequência, os incidentes, as falhas sucedem-se umas atrás das outras, uma certamente decorrente desse mesmo nervosismo, outras certamente aproveitando-se disso mesmo...
Verdade ou não, até porque os principais intervenientes ainda não se dignaram vir a público esclarecer ou desmentir o que quer que fosse, e como diz o povo "quem cala consente", o certo é que este tema definitivamente já marcou a Silly Season e promete ainda perdurar na ordem do dia das agendas politicas dos partidos.
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Procurador afasta hipótese de investigar suspeitas de escutas a assessores da Presidência
O PR não comenta, o 1º Ministro não perde tempo,então é porque não há nada para investigar...
Logo, o PGR não vai abrir um qualquer inquérito para aferir da veracidade dos tais fantasmas.
tal como não o fez quando foi consigo, tanto quanto se sabe...
E assim anda a democracia em Portugal.
Quase que me atrevia a dizer a heresia, "volta Salazar, estás perdoado", não fosse tratar-se efectivamente de uma heresia que nem a brincar se diz.
Para além do mais, que interessa isso quando já são conhecidos os números de debates a dois e os alargados, ou quanto cada um vai gastar nas campanhas?
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O dia de ontem ficou totalmente marcado pela noticia da possibilidade dos serviços do Presidente da Republica estarem sob escuta às ordens de S. Bento.
Recorde-se que já o PGR em tempos não muito idos, suscitou essa mesma questão relativamente a ele próprio.
Esta situação, a mera possibilidade de ser verdadeira, é por si só de uma gravidade sem precedentes e que periga todo o sistema democrático.
Mas mais do que isso, tráz à memória o controle exercido pela PIDE durante o Estado Novo, com a diferença de que ao menos nessa altura toda a gente sabia que isso existia...
Atenta a gravidade do assunto em causa, à suspeição levantada pelos assessores do PR, impor-se-ía ao 1º Ministro um imediato desmentir da situação, em vez dum lacónico "não vou perder o meu tempo com isso".
Todos temos consciência que o tempo de um 1º Ministro tem de ser cuidadosamente gerido, mas, convinhamos, se tem tempo para andar a fazer inaugurações de obras que ainda não estão concluidas, ou a colocar a 1ª pedra de obras já em curso, deveria necessariamente de ter arranjado tempo para, quanto mais não seja, tranqulizar todo o nosso sistema democrático.
Afinal, é só isso que aqui está em questão, a demo$cracia.
Coisa pouca.
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Pode-se considerar que ontem foi oficialmente declarada aberta a Silly Season.
Sócrates começou por lançar a 1ª pedra numa obra que se encontra finalmente em curso desde há cerca de um mês e que estava prevista iniciar em 2006.
Por razões óbvias, depois de ter posado para a campanha publicitária, Sócrates não esteve disponivel para responder aos jornalistas (creio que não estará por uns tempos, a fazer lembrar a "suspensão" das visitas à AR durante a campanha para o Parlamento Europeu...).
Deste modo, ficamos sem saber as respostas às perguntas dos jornalistas que muito suspeito seriam as perguntas de muitos dos portugueses.
Mas isso também não interessa nada, como dizia a outra...
Interessa isso sim, é aproveitar e repetir até à exaustão o relatório do INE que refere que Portugal saiu da recessão técnica.
E o facto do número de desempregados ter aumentado 1,4% em Julho?
Isso também não interessa nada...
Ontem foi também o último dia para a apresentação das candidaturas para as próximas eleições.
Foi apresentada publicamente a lista de Santana Lopes para a Câmara de Lisboa e Teixeira dos Santos surge como cabeça de lista à Assembleia Municipal do Porto (vai deixar o governo?).
Algumas listas que vão concorrer ainda não foram apresentadas, provavelmente conscientes que as respectivas candidaturas também não interessam a ninguém...
Razão pelo qual, vejo com alguma pertinência a proposta apresentada pelo MMS de enviar os lideres partidários para a Conchichina.
P.S. A proposta também se aplica aos próprios?
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Já aqui tinha antecipado há uns dias atrás, que o tom das intervenções corriam o risco de descambar e com o aproximar da data das eleições, com o conhecimento dos números que regularmente vão chegando às sedes dos partidos candidatos, esse risco vai-se transformando em certezas.
Desta vez foi Aguiar Branco a acusar o PS de ser um "governo sob suspeita", conotando-o principalmente com o caso freeport , acusando ainda de ser um governo sovietizado.
Obviamente, para além das reparações apresentadas por Vieira da Silva, para o "baixo nível" do discurso, a CDU vem lembrar o PSD que quem tem telhados de vidro não se pode dar ao luxo de atirar pedras para a casa do vizinho, fazendo referências ao caso BPN.
Pessoalmente, não vejo porque estes temas não possam e não devam ser abordados na campanha, sendo certo que, a denúnica dos mesmos, não só é importante, como é essencial para a tomada de desição dos eleitores.
Que seja ao menos nestas alturas que aos cidadãos seja dado a conhecer os podres que grassam nas nossas instituições e que oneram, de sobremaneira, todo o erário público.
Fale-se no freeport, no BPN, nos submarinos, nas comissões recebidas com as insolvência das empresas, nos financiamentos partidários feitos pelos bancos e inclusive naquelas situações que, muito embora sejam legais, são a todos os níveis imorais.
Fale-se nisso tudo, mesmo correndo o risco de não ter qualquer consequência.
Mas fale-se, porque pior do que não falar, é ter de ouvir alguns a lançar acusações, quando na verdade só o fazem porque não são um dos "felizes contemplados", não o fazem por um qualquer imperativo moral, mas por simples inveja.
Um úlitmo reparo à entrevista concedida por Ferro Rodrigues ao Expresso, sinceramente, tenho muitas dúvidas da "bondade" de tal acto!
Certamente que Sócrates dispensará entrevistas que deixem transparacer, insegurança, preocupação, fragilidade, antevisão de derrota, como as declarações de Ferro Rodrigues deixam perceber.
Só não sei é se foi propositado...
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Ferro Rodrigues, disse ontem numa entrevista, que na eventualidade de uma vitória sem maioria absoluta, o PS deveria procurar fazer uma coligação ou com o BE, ou com a CDU, e não sendo possivel com nenhum destes dois, com o PSD.
Somente excluiria (dentro dos partidos elegiveis porque são esses que contam) o CDS.
Esta entrevista do ex-lider do PS, é uma demonstração do estado de espirito que reina dentro do partido, o total desespero perante uma muito provável derrota nas próximas eleições.
A CDU já tinha afirmado não estar disponivel para uma coligação, o BE disse hoje não a um qualquer acordo com o PS.
Entretanto, Portas veio já deixar claro que também não está disponivel para uma qualquer coligação com o PS.
É caso para questionar se não compreendeu as palavras de Ferro Rodrigues, "ele excluiu o CDS", pelo que essa situação não se coloca sequer!...
Curiosamente, falta saber a posição do PSD...
Quando um partido parte na procura desesperada de conseguir uma coligação, seja ela com quem for, é muito mau sinal e deixa transparecer fraqueza, falta de confiança, antecipação de derrota.
Se a isso se acrescentar que, os potenciais parceiros (mesmo os supostamente excluidos), fecham as portas, então é porque a coisa está mesmo má.
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