O ano de 2010 corresponde aos anos 4354 do dilúvio biblico; 2048 da era de César; 2010 do nascimento de cristo; 1430 da era muçulmana; 133 da invenção do telefone; 113 da aviação; 112 da invenção da telefonia sem fios; 75 da televisão; 67 da era atómica; 53 do lançamento do 1º satélite; 41 dos primeiros homens a pisar solo lunar.
Deixo uma última e sentida homenagem ao ex-companheiro de partido, ao Homem, ao Colega, ao Político que tive o prazer de conhecer e de ao seu lado travar algumas lutas politicas.
Um grande abraço e até sempre.
Apurou-se agora que o consumo de Kompensan disparou brutalmente depois de 27/9, na origem está a azia provocada pelos resultados eleitorais. Entretanto, a crise já chegou à classe política e a sociedade portuguesa vê-se hoje confrontada com um novo tipo de desempregado, o desempregado político. Este é um problema grave, até porque como é sabido o mercado está saturado e a maior parte destes novos desempregados não sabe fazer mais nada, dificultando assim a sua reintegração. Para além disso, muitos deles demonstram mesmo falta de hábitos de trabalho o que só vem agravar o problema já de si grave. Mas nem é tudo é negativo porque, segundo estudos já publicados, a taxa de criminalidade deverá sofrer uma diminuição, exactamente pelo facto destes novos desempregados já não estarem no activo. Eventualmente poderá aumentar o furto simples (esticão, e outros) bem como o crédito mal-parado.
Depois de alguns dias de interregno, por motivos de segurança em que todos os disponitivos electrónicos (telemóveis, máquina de barbear, PC e ZX Spectrum) de minha casa foram sujeitos a uma rigorosa investigação, eis-me de volta depois de ter tido a garantia por parte do técnico do SIS (Serviços de Intervenção Segura) que o uso dos referidos aparelhos é tão seguro quanto os do Palácio de Belém.
Fico deste modo descansado, na medida em que os meus mails não deverão ter grande interesse para a comunicação social.
Entretanto, começou outra vez a chover.
Não há mal que não venha só.
Se há coisa que deu para perceber nas sondagens hoje tornadas públicas, é que definitivamente não há tempo nem espaço para os portugueses andarem a brincar à democracia.
Hoje, mais do que nunca, percebeu-se que todos os votos contam, todos eles e que nenhum pode ser desperdiçado.
Os portugueses têm de perceber que não é altura para aventuras, experiências ou devaneios e, como tal, é necessário compreender quais são os partidos que têm hipótese de eleger deputados, quais são aqueles que manifestamente não têm essa hipótese, e dentro dos que podem disputar o poder, quem oferece melhores garantias de o poder fazer condignamente.
Será que uma onda de amnésia percorreu o país?
Será que toda a gente se esqueceu o que foram os últimos 4 anos e meio?
Vimos as maiores manifestações de que há memória, as maiores atrocidades democráticas de que há registo desde o 25 de Abril, a maior taxa de desemprego dos últimos 20 anos, o encerramento diário das nossas empresas, o aumento da pobreza, etc, etc, etc.
Será que os portugueses se esqueceram?
Será que se esqueceram das trapalhadas (freeports, licenciaturas duvidosas, compras de casas por preços muito abaixo do valor real, etc, etc, etc)
Será que se esqueceram?
Espero bem que não, porque caso isso tenha acontecido, Sócrates fá-los-á lembrar de tudo isso, de tudo isso e o resto que está para vir, nos 4 anos que se seguem.
Eu não me esqueci, nem me esquecerei do silêncio do Cavaco...